A Polícia Portuguesa tem raízes medievais, cujas instituições foram inseridas nas Ordenações Afonsinas, Manuelinas e Filipinas. Após o Terremoto de Lisboa (1755), o Marquês de Pombal modernizou o sistema, substituindo os antigos Quadrilheiros pela Intendência Geral da Polícia (1760) e, depois, inseriu-se a Guarda Real da Polícia (1801). Esse modelo foi transferido ao Brasil com a chegada da Família Real em 1808, consolidando a matriz lusitana das instituições policiais.
Nas Minas Gerais do século XVIII, a presença dos Dragões, militares enviados em 1719 a pedido do Conde de Assumar, estabeleceu o embrião de uma força de segurança organizada. Atuavam a cavalo e a pé na defesa das estradas, na repressão ao contrabando e na garantia da ordem. Essa atuação em um território sem fronteiras marítimas ou terrestres fomentou uma especialização policial precoce, adaptada às particularidades geográficas e econômicas da capitania.
Influenciada pelas reformas do Conde de Lippe e pela racionalização pombalina, surgiu em 1775 o Regimento Regular de Cavalaria de Minas, célula mater da Polícia Militar de Minas Gerais. Seu quartel em Cachoeira do Campo, onde serviu o Alferes Tiradentes, tornou-se símbolo da tradição policial e militar mineira. Um espaço histórico que inspira o ideal de liberdade e o compromisso com a proteção do povo mineiro.